Tendência de Imitação
Uma das descobertas valiosas da psicanálise é o papel essencial e universal da
tendência de imitação. A interpretação dada por Freud ( complexo de Édipo ) não dimi
nui o mérito da descoberta, cujos dados se podem muito bem enquadrar em outras teo-
rias.
Podemos dizer que a tendência ao ideal nada mais é que o desdobramento da
personalidade. Esse desenvolvimento alimenta-se do dinamismo interno, mas precisa do
contacto constante com o ambiente. Isto se faz pelo processo de identificação, espécie
de assimilação espiritual, pela qual o homem faz o que descobre no meio
que o cerca. É indiscutivelmente na personalidade dos pais, que a criança descobre tais valores pela primeira vez.
Segundo Freud, a apreciação dos valores se origina no complexo de Èdipo: A
criança quer possuir a mãe só para sí; vê no pai o rival. Frustada no seu desejo, e não
podendo eliminar o rival, começa a querer ser como ele: Forte e Poderoso. Desta manei
ra a imagem do pai torna-se-ia, por introjeção, modelo, norma ideal.
Fato é que o papel dos pais é importantíssimo. Abstraindo da teoria de Freud,
é realmente nos pais, que a criança, no despertar da vida psíquica, descobre valores. Os
pais são tudo para ela. Não só lhe dão o aconchego emocional, a segurança afetiva de que
toda criança precisa para um desenvolvimento normal - para ela os pais tudo podem, tu-
do sabem: são um ideal elevado à potência. Facilmente podemos imaginar que ruptura na
formação representa a disilusão precose sobre o ideal paterno, quando a criança cedo compreende que nem aconchego nem estímulo encontra nele. Que espécie de formação
pode, por exemplo, transmitir um ,cachareiro, ou uma mãe fofoqueira? Ou que desgraça
para o desenvolvimento, quando de chofre desaparece o : descobrindo, por exemplo, a criança uma grande mentira, ou verificando que o pai abandonou o lar, ou de-
parando com o fato - para ela incompreensível - do divórcio? Não só se depedaça um ídolo - alguma coisa se fende na estrutura íntima da personalidade em botão. A insegurança psi -
cológica e emotiva do adulto pode talvez explicar-se por uma rachadura fina na estrutura de sua personalidade, no tempo da primeira infância.
Fatal pode ser a ligação ao ideal paterno, respectivamente materno, quando os pais não são personalidades sãs, antes neuróticas ou egoístas. Daí pode originar-se a inca -
pacidade para enfrentar a vida, sobretudo quando não se consegue a libertação da depen-
dência. Pois uma ligação excessiva, tanto em entensidade quanto em duração, é prejudicial. Mas justamente pais egoístas, neuróticos, escravizam muitas vezes os seus fi -
lhos, por uma dependência psicológica.
Normalmente se processa, com os anos, a progressiva desligação dos filhos da dependência do ideal paterno. A criança ainda admira irrestritamente os pais e os adultos
em geral. O adolescente liberta-se dessas concepções - muitas vezes, de maneira brusca. È o período normal do protesto ou da idade ingrata. Período necessário para se formar per-
sonalidade independente, embora, muitas vezes, na forma e na extensão se ultrapassem as
balizas. O jovem sente-se ainda inseguro; quer encobrir sua insegurança diante dos outros e de si mesmo com maneiras bruscas, fala alta, superioridade afetada, oposição renhida a toda a tradição. Segue-se depois o amadurecimento. Tudo entra nos eixos. A segurança da própia personalidade alcançada torna o homem mais tolerante. Conhece os seus limites e
suporta os dos outros.
* Numa evolução mal desenrolada, a atitude de "protesto" pode ser perpetua-
da. os eternos revolucionários, descontentes e críticos, atestam apenas o atrofiamento de sua evolução: ficaram parados na fase de adolescentes.
(dom valfredo tepe, ofm) o sentido da vida. Gerson Antonio Bueseke avidanoumadrogablogspot.com
Uma das descobertas valiosas da psicanálise é o papel essencial e universal da
tendência de imitação. A interpretação dada por Freud ( complexo de Édipo ) não dimi
nui o mérito da descoberta, cujos dados se podem muito bem enquadrar em outras teo-
rias.
Podemos dizer que a tendência ao ideal nada mais é que o desdobramento da
personalidade. Esse desenvolvimento alimenta-se do dinamismo interno, mas precisa do
contacto constante com o ambiente. Isto se faz pelo processo de identificação, espécie
de assimilação espiritual, pela qual o homem faz
que o cerca. É indiscutivelmente na personalidade dos pais, que a criança descobre tais valores pela primeira vez.
Segundo Freud, a apreciação dos valores se origina no complexo de Èdipo: A
criança quer possuir a mãe só para sí; vê no pai o rival. Frustada no seu desejo, e não
podendo eliminar o rival, começa a querer ser como ele: Forte e Poderoso. Desta manei
ra a imagem do pai torna-se-ia, por introjeção, modelo, norma ideal.
Fato é que o papel dos pais é importantíssimo. Abstraindo da teoria de Freud,
é realmente nos pais, que a criança, no despertar da vida psíquica, descobre valores. Os
pais são tudo para ela. Não só lhe dão o aconchego emocional, a segurança afetiva de que
toda criança precisa para um desenvolvimento normal - para ela os pais tudo podem, tu-
do sabem: são um ideal elevado à potência. Facilmente podemos imaginar que ruptura na
formação representa a disilusão precose sobre o ideal paterno, quando a criança cedo compreende que nem aconchego nem estímulo encontra nele. Que espécie de formação
pode, por exemplo, transmitir um ,cachareiro, ou uma mãe fofoqueira? Ou que desgraça
para o desenvolvimento, quando de chofre desaparece o
parando com o fato - para ela incompreensível - do divórcio? Não só se depedaça um ídolo - alguma coisa se fende na estrutura íntima da personalidade em botão. A insegurança psi -
cológica e emotiva do adulto pode talvez explicar-se por uma rachadura fina na estrutura de sua personalidade, no tempo da primeira infância.
Fatal pode ser a ligação ao ideal paterno, respectivamente materno, quando os pais não são personalidades sãs, antes neuróticas ou egoístas. Daí pode originar-se a inca -
pacidade para enfrentar a vida, sobretudo quando não se consegue a libertação da depen-
dência. Pois uma ligação excessiva, tanto em entensidade quanto em duração, é prejudicial. Mas justamente pais egoístas, neuróticos, escravizam muitas vezes os seus fi -
lhos, por uma dependência psicológica.
Normalmente se processa, com os anos, a progressiva desligação dos filhos da dependência do ideal paterno. A criança ainda admira irrestritamente os pais e os adultos
em geral. O adolescente liberta-se dessas concepções - muitas vezes, de maneira brusca. È o período normal do protesto ou da idade ingrata. Período necessário para se formar per-
sonalidade independente, embora, muitas vezes, na forma e na extensão se ultrapassem as
balizas. O jovem sente-se ainda inseguro; quer encobrir sua insegurança diante dos outros e de si mesmo com maneiras bruscas, fala alta, superioridade afetada, oposição renhida a toda a tradição. Segue-se depois o amadurecimento. Tudo entra nos eixos. A segurança da própia personalidade alcançada torna o homem mais tolerante. Conhece os seus limites e
suporta os dos outros.
* Numa evolução mal desenrolada, a atitude de "protesto" pode ser perpetua-
da. os eternos revolucionários, descontentes e críticos, atestam apenas o atrofiamento de sua evolução: ficaram parados na fase de adolescentes.
(dom valfredo tepe, ofm) o sentido da vida. Gerson Antonio Bueseke avidanoumadrogablogspot.com

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